Informativo, Veganismo

Meio bilhão de animais deixam de morrer devido a queda no consumo de carne.

Você fez a transição para uma dieta vegana? Você está se esforçando para reduzir a quantidade do consumo de produtos de origem animal? Se assim for, é graças a pessoas como você que mais de 500 milhões de vidas foram poupadas este ano, isso levando em conta apenas o abate de animais na América, e com o despertar contínuo da sociedade, esse número continuará a aumentar.

É mais que sabido que o mundo não vai parar de comer carne da noite para o dia, mas na medida em que mais e mais olhares se voltam para a forma como os animais são tratados (explorados), dos efeitos sobre a saúde de uma dieta convencional e os fatores ambientais que provêm de comer muita carne, mais pessoas estão começando a considerar pelo menos a opção de consumir muito menos carne – apesar de muitos veganos argumentarem que tem de ser tudo ou nada e que a única maneira de causar um impacto é desistir da carne inteiramente. Porém podemos ver claramente a diferença que ocorre nas pessoas simplesmente sendo mais conscientes sobre o seu consumo de carne.

Pessoalmente, eu não como carne ou produtos de origem animal em momento algum, me
me considero um vegano, apesar de ouvir muito por aí que isso é criar um “rótulo”. Bom, talvez para alguns isso possa ser constrangedor – e acredito que no passado isso poderia ser até mesmo um empecilho para “veganizar” outras pessoas. Não se trata de dizer que “eu estou certo e você está errado por não ser vegano” mas sim de que ao enfatizar de que SOU VEGANO isso já remete as questões que estão por detrás do consumo de insumos de origem animal. Hoje vejo isso, essa “rotulação”, como parte intrínseca de educar as pessoas sobre as preocupações éticas, ambientais e de saúde que acompanham uma dieta tradicional e tornando-as mais conscientes das consequências que há em inserir carne e produtos de animais no seu consumo. A ideia não é julgar mas sim encorajá-las a consumir menos desses produtos e evitar produtos provenientes de fazendas industriais.

Estamos comendo menos carne

O consumo mundial de carnes tem diminuindo desde 2007. Somente nos Estados Unidos já caiu 10% per capita, de acordo com as estatísticas da The Humane Society of the United States. Nesse ano, os Estados Unidos criaram e abateram cerca de 9,5 bilhões de animais terrestres para alimentação. A partir de 2014, esse número caiu em 400 milhões – de acordo com Paul Shapiro, vice-presidente da Farm Animal Protection for The Humane Society of the United States.

“O que isso significa é que, em comparação com 2007, no ano passado, quase meio bilhão de animais menos foram submetidos ao tormento das fábricas industriais e das matadouras industriais e isso apesar do aumento da população dos EUA”.

Pronto para mais notícias excelentes?

Esse número continua a cair, e realmente 500 milhões de vidas poupadas em apenas 10 anos é um número bastante expressivo e impressionante. E se o número de animais produzidos em massa e abatidos para consumo continuar a diminuir em meio bilhão a cada 10 anos, então não demorará muito até que nenhum animal mais sofra; os animais que seriam utilizados para alimentação poderão ser tratados com respeito e criados de forma ética e ter uma vida real.

É porque as pessoas estão se movendo para uma dieta vegetariana?

Não necessariamente. À medida que mais e mais pessoas estão se tornando conscientes dos benefícios de uma dieta estritamente vegetariana, elas estão tomando decisões mais éticas e conscientes sobre o que estão consumindo. Isso não significa que se tornarão automaticamente veganas, mas as pessoas estão escolhendo comer menos carne. Isso certamente se torna óbvio pelo crescente número de restaurantes vegetarianos e veganos que parecem estar se abrindo por toda parte o tempo todo. Na última década, também vimos uma grande variedade de alternativas veganas para produtos à base de carne que vão muito além do tão conhecido hambúrguer de soja. Existem muitas alternativas realistas e surpreendentemente saborosas, e as pessoas parecem estar mais abertas a experimentar. Talvez porque subconscientemente sabem que pode ser a hora de fazer uma mudança. Vemos também uma infinidade de atletas aderindo ao veganismo – postamos aqui uma matéria sobre um documentário THE GAME CHANGERS que fala justamente a respeito – e confirmam que conseguiram melhorar o desempenho e obter excelentes resultados. E mesmo profissionais da área de saúde e nutrição, estamos mesmo vendo muitos médicos adotando esse tipo de estilo de vida também – o que estranhamente já deveria ser algo inerente a própria profissão.

Os tempos estão mudando

Isso serve como um lembrete poderoso de que com consciência suficiente e especialmente com a ajuda da Internet, as coisas podem e mudarão. Se alguém está escolhendo permanecer no comodismo e na ignorância, eles não mudarão, mas a Internet tornou isso difícil. Ninguém quer ver os animais sofrerem e tenho certeza de que as pessoas mais sãs do planeta prefeririam que nenhum animal nunca mais tivesse que sofrer novamente. Quando percebemos o tamanho do impacto que podemos fazer, isso nos ajuda a tomar mais decisões éticas. Nunca se esqueça de que “pequenos atos de bondade, multiplicados por milhões, transformarão o mundo”. Creio que isso é o que causou esse declínio drástico na quantidade de animais que foram abatidos pela indústria alimentícia. Todos podemos fazer a nossa parte para efetivamente criar um mundo com mais compaixão e justiça e entender verdadeiramente que, se não somos parte da solução, somos parte do problema. E então, de qual lado você prefere estar?

Extraído e editado de COLLECTIVE EVOLUTION

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